Baú de Memórias

quarta-feira, setembro 21, 2016

Arthur Jorge

Este é meu filho Arthur Jorge. 4 anos e 9 meses de muita alegria, felicidade é assim que se faz!



domingo, maio 10, 2015

Um Dia das Mães

Ainda me assusta a realidade de ser pai. Já sou pai há 4 anos, desde que descobri que uma sementinha produzida com minha ajuda estava em processo de desenvolvimento. Hoje Arthur Jorge já tem 3 anos e 5 meses e me bate ainda medos inexplicáveis, de que eu não possa lhe proporcionar um crescimento emocional e intelectual suficiente para encarar o mundo lá fora.
Eu mesmo aonda estou longe de me considerar pronto para a vida e lá se foram 37 anos.
Essa sensação se apodera e logo se esvai no momento em que ele se deita e adormece em meus ombros, caindo no sono infantil, repleto de sonhos ainda não recorrentes.
Nesse momento eu me sinto o melhor pai que ele poderia ter.
Seria tão mais fácil com sua presença mãe. 
Mãe, hoje antes de dormir eu mostrei pra ele nossa foto da minha formatura, perguntei quem era e ele respondeu, "papai, vovó". Vovô Naita, eu lhe disse. "Vovó Naita."
Feliz Dia das Mães

segunda-feira, março 16, 2015

O filtro do tempo e rodinhas da bicicleta

O tempo é o melhor filtro, não apenas para as fotos, mas principalmente para avaliarmos a importância do que vivemos em nossa infância para a construção de nossa história. Tudo que hoje sou, o homem, o marido, o pai é reflexo do que vivi, dos momentos em família, do primeiro livro que li, dos passeios com meus pais e irmãos, do dia em que a última rodinha da primeira bicicleta se desprendeu e saí por esse mundo tentando me equilibrar. Das duas rodinhas eu sinto saudades, mas viver é assim mesmo, seguir em frente, desviar dos buracos e às vezes colocar rodinhas imaginárias do passado para se reequilibrar. ‪#‎JP70anos‬


sábado, setembro 07, 2013

Olhar de filho

Filho, o que sinto apenas com o brilho de seus olhos em minha direção é algo sem explicação, sem descrição, é poesia, é encantamento.

Beto e Arthur Jorge

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terça-feira, agosto 21, 2012

Rua Frutal 96

E eu com medo de encarar a realidade, mas ela está lá. A velha chácara já não existe, ali residem apenas ternas lembranças de uma infância perfeita, com seu perfume de mangueiras, goiabeiras, jabuticabeiras e lama vermelha.
Os milharais deram lugar a um prédio e casas. A pista de Moto Cross agora é asfaltada, a velha casa derrubada, nem escombros aparentes. E o poço que levava água para nossos banhos foi lacrado.
Tocos das antigas mangueiras ali estão, será que sobrou algo, um tijolo que seja?
Essas memórias ganham força a cada segundo que vejo os olhos de meu filho e fico com a esperança de poder proporcionar para ele tempos inesquecíveis como aqueles.

segunda-feira, junho 25, 2012

Meu menino

Luz da minha vida
O que dizer para você meu filho, hoje você tem apenas 6 meses completos e já me enche de tanta felicidade. Sim, felicidade real, palpável como seu sorriso lindo.
Sorriso que amo
Tenho tentado assimilar essa emoção incrível de ser seu pai. Sua mãe me cobra que eu escreva em seu livro, mas acho tão pouco espaço pra tanto que sinto. Mas pode deixar vou escrever sim. Estou aqui apenas para comentar sobre este sentimento avassalador que é te amar. Amo muito sua mãe e ela sabe disso. Mas você me mostrou que existe esse negócio louco que é ser pai. E como isso é gostoso! Amo você demais meu filho, meu Arthur Jorge do sorriso mais lindo, que faz meu mundo girar fora do eixo.
Seu pai,
Beto

sábado, dezembro 24, 2011

A minha chegada, por Arthur Jorge

Oi.

Que lugar é esse? Eu estava tão quentinho até agora mesmo e veio esse negócio novo, acho que tem nome, claridade, ah, é a luz que Papai do Céu me falava. Ele disse que eu ia perder minhas asas, mas em troca ia descobrir um montão de coisas novas. Ele falou pra eu me acostumar, porque tem cada nome novo que vou aprender, e agora eu até já sei que o que é aprender.

Papai do Céu me falou que aqui embaixo eu ia ficar por uns meses dentro daquele lugar quentinho, e lá eu iria crescer até ficar prontinho, e duas pessoas iriam me aguardar com muita alegria por minha vinda. Hoje eu sei os nomes dessas pessoas, são minha mamãe e meu papai, eles me esperavam aqui fora com uma cara de felicidade e espanto. O papai estava com uma máscara e saiu me carregando todo orgulhoso, a mamãe ficou cansada após me esperar por tanto tempo né, mas logo eu já estava com ela me alimentando desse novo jeito, achei estranho por uns dias, até entender que devo usar isso que chamam de boca pra poder mamar direitinho, e como gosto disso! Deixo a mamãe acordada boa parte da noite, mas acho que ela não se importa muito, apesar do cansaço.

Até ontem eu só via o papai de manhã bem pouquinho, pois adoro mimir essa hora. Mas depois ele vem casa para comer também, aqui chama-se almoço, e ele vem e me abraça. À noite ele me carrega e me leva pra mamar mais. Todo mundo diz que sou a cara dele, eu acho legal isso, pois vejo que ele me... como é o nome desse sentimento? Amor, isso, ele me ama muito.

A mamãe nem se fala, é doidinha por mim, fica me apertando e me beijando o dia todo, quer dizer, não é o dia todo porque passo a maior parte do dia dormindo ou mamando.

Esse mundo é mesmo diferente, depois que nasci já me espetaram várias vezes, no início foi pra tirar um negócio vermelho dentro de meus bracinhos, e dói um bocado, porque onde antes tinham asinhas, agora tem esse bracinho que eu gosto de mexer bastante. Outro dia fizeram diferente, uma senhora me espetou e colocou um líquido no meu braço e depois na minha perninha. Papai diz que é vacina. Esse povo não sabe o que quer mesmo.

Tenho ouvido um burburinho esses dias, que vamos comemorar o Natal, o dia do nascimento do filho do Papai do Céu. Ele me falou disso mesmo, mas não sabia que eu iria nascer (é esse o nome do que me aconteceu aquele dia) perto da festa do Senhor, Filho do Papai do Céu, o nome dEle é Jesus.

Então Feliz Aniversário Senhor Jesus. Feliz Natal, é isso que minha mamãe falou hoje em minha orelhinha (que nome diferente também né pra esse negócio pra escutar).

Ah, prazer, meu nome é Arthur Jorge Zamar Paredes Gonçalves. Antes de ir, vou explicar o que ouvi papai dizer sobre meu nominho (nominho nada, que cumprido né pai, como vou preencher aquilo que chamam de formulário?).

A e J são as minhas iniciais, A em homenagem a minha vovó, mãe de papai que tinha nome com A também, Anair.

O J é homenagem ao meus 2 avôs, é a inicial de meu vovô José Pedro (de quem a mamãe fala que tenho uma carinha parecida quanto estou sério) e Jorge é um nome bonito que tem também no nome do meu vovô Silvio Jorge, pai da mamãe.

Zamar é sobrenome da mamãe e da vovó Nilza e do vô Silvio. Mamãe já me conta tudo sobre eles, são lembranças vivas em minha nova vida.

Paredes é o sobrenome lindo da vovó Naita (todo mundo chama a vó Anair assim) e da minha família lá de Campo Grande, onde ela nasceu. Papai adora falar dela, vi na foto que ela é linda.

E Gonçalves é do meu pai e do pai do papai, meu vovô José Pedro, que mora num lugar muito bonito chamado praia lá em Floripa, ele falou que todos vamos lá depois que eu soprar minha primeira velinha de aniversário. Viu, eu também vou ter esse tal de aniversário!

Sobre esse vovô José Pedro, eu já aprendi que ele parece com meu pai, mas que meu pai é mais bonito, ao menos foi ele quem disse, e que logo o vovô vem me conhecer, porque já tá tão curioso pra ver minha carinha de tanto ver minhas fotinhas que papai manda pra ele.

Conheci também por aqui uma mulher bonita, que me falaram que é minha tia, porque ela é irmã do papai. Papai, posso ter irmã também? A tia Mônica ficou emocionada que até chorou quando eu nasci, ela me ama muito também.

Tem mais gente que me ama, tem o meu tio Zezinho, irmão do papai, que é todo carinhoso comigo. (Irmãozinho eu também quero papai, mas depois da irmãzinha, pra ele não pegar meus brinquedos).

Tem também a tia Franciléia, não é irmã do meu pai, mas é tia também, que adora me carregar e tem minhas primas (adorei essa palavra). A Fefê já é grandinha, é minha prima que já até me carrega no colo, com uma ajudinha da mamãe, mas carrega. E tem a minha priminha Sosô, com aquele olhão azul e cabelo igual dos meus amiguinhos anjinhos, ela ficou toda contente falando neném perto de mim.

Ah, meu papai é o Beto e a mamãe é a Silvia, eu sou tudo pra eles e eles são tudo pra mim porque me deram essa grande chance que é a Vida! Agradeço ao Papai do Céu por eles terem se conhecido há 10 anos e esperado tanto tempo por mim.

Gente, vou ficando por aqui hoje, já quero mamar de novo. Quem sabe depois eu volto e conto mais desse lugar estranho mas muito gostoso de se viver. Se mamãe e papai deixarem né.

Feliz Natal!

Arthur Jorge
25/12/2011

sábado, agosto 28, 2010

Do tempo do esquema escola - cinema - clube - televisão

O passar dos dias e anos me faz refletir sobre os relaciomentos que temos em nossas vidas, muitos deles são fugazes. Colegas de trabalhos de outras épocas de nossas vidas, que durante 1 ou mais anos eram mais presentes em sua vida do que sua namorada, hoje não fazem mais parte nem de sua agenda no celular.
Aquele cara que mandava e-mails de correntes todas as manhãs e ia almoçar com você no trabalho, que te adicionou no MSN, Orkut, hoje não passa de um retrato apagado em sua lista de contatos.

Não entro muito no Orkut como há uns 3 anos, ele está abandonado de fato, com a última atualização de álbum de fotos em 2008, é mais um baú de memórias que inventei. Posso vir a atualizar, mas dependerá de meu humor.
Vasculhando a poeira do orkut, reencontrei figuras da época da faculdade, que me adicionaram quando essa rede social era febre e não se chamava de rede social. Se naquela época já eram figuras do passado, imagina agora, 6 anos depois. Encontrei muita gente que está com 1 ou 2 filhos, montou família mesmo, outro mudou-se lá para o interior de Santa Catarina e agora é candidato a Deputado Estadual.
Outros só entraram durante a febre mesmo e abandonaram a mais tempo que eu, vejo isso porque lá só tem a foto da primeira das duas filhas. Poeira cibernética.
Tudo isso me prova que na vida algumas relações são temporárias, mas parece que temos um prazer em ao menos saber que aquele seu colega do ensino primário está bem, com família feita, trabalhando, com saúde. É uma forma de aliviar a própria consciência por não ter sido mais insistente na manutenção de amizades, na criação de laços mais duradouros com aquela turma que saía junta todo fim de semana para ir no barzinho e hoje são vultos digitais em seu perfil.
O triste mesmo é saber que você perdeu um de seus melhores amigos, como foi meu caso há pouco mais de 1 mês. Saber que tudo que vocês vivenciaram ficou pra lá no passado e não haverá repetição neste mundo físico. A morte de alguém da sua idade, da sua turma, seu amigo desde o tempo em que o esquema escola - cinema - clube - televisão vigorava, é um baque na sua imortalidade psíquica.
Fica a saudade e a vontade de não escrever mais nada, pois esse sentimento nos deixa sem mais palavras, só o próprio siginificado dele em si.

(postado em Primavera do Leste, viajar dá asas a saudade de casa, de tudo e de todos)

sábado, julho 17, 2010

Quantas folhas de papel cabem nas páginas de 1 ano de casamento?

Fazer Bodas de Papel, algo que há 10 anos eu não imaginava acontecer, tão cedo ou tão tarde em minha vida. Esta ótica depende do ângulo que se olha.
Ao olhar adolescente pode ser inimaginável querer se casar antes dos 40, afinal, há muito o que se fazer antes: escalar o Aconcágua, fazer o Caminho de Santiago, ter a coleção completa do Alan Moore em edições especiais.

Sob o ponto de vista de um homem já mais maduro, pronto para subir degraus em sua vida pessoal e profissional, ter uma companheira para a vida é fundamental, pois dá-lhe ânimo e o porquê de se partir em busca de realizações. Neste caso, já demorava demais chegar a essa primeira celebração de aniversário de matrimônio.
Em um tempo completo de vida passamos por diversos estágios. Aquele em que as meninas são as chatas da classe, depois são aquelas que "nossa, como crescem rápido". De repente são elas que nos deixam atordoados ao passar em nossa frente carregando seus livros de Biologia.
Após a faculdade chega a vida real e a sensação de que os anos dourados já eram. Até que chega um dia como outro qualquer em você não espera nada além de um futebol à noite na TV, mas você desafia a monotonia e parte em um encontro com uma moça conhecida pela Internet.
Passam-se dias, semanas, meses e parece que aquela moça já faz parte de seus dias, das suas semanas, seus meses, seus aniversários, nossos aniversários de namoro, nosso noivado, minha despedida de solteiro, nosso casamento, nossa lua de mel, nossa vida a dois...
Nisso já se passaram 12 meses e 1 semana ou 1 ano e 7 dias, ou seja, 372 dias casados. 3273 dias após o 1º encontro e 14 dias faltando para a chegada do 9º aniversário de namoro. Parece matemática, mas é a vida em sua sucessão de datas, comemorações e somatórias de eventos que são escritos todos os dias no livro de nossas memórias.
E o baú continua aberto para irmos atrás de lembranças mais ocultas de um longínquo passado ou mais recentes, quase que ainda escorregando pela tampa.

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sexta-feira, maio 07, 2010

Alegria de ter trazido o passado roubado na algibeira!


Um baú de memórias é feito disso mesmo, de afastamento, do esquecimento imposto para valorizar momentos especiais sob a ótica do tempo transcorrido.
Após quase 3 anos sem abrir a tampa deste baú venho postar novidades, saudades, expectativas e esperança de dias futuros que mereçam lembranças eternizadas.

sábado, agosto 25, 2007

Casa, Sweet Casa, você já era vovó!


Eu, Servidor Público Federal...

É, enfim aquele estranho dia que nunca chegava, chegou...

E nesta nova etapa deixo para trás um sabor de dever cumprido, amigos e 10 meses da melhor experiência profissional que tive. Trabalhei nesse período por todos os 7 anos de formado, sábado o dia todo, a semana toda, quase todas as noites... mas aprendi, carreguei uma responsabilidade boa de lidar, que deixava a boa sensação de dever cumprido a cada VT que era veiculado.

Casa, tive por aí muitas Idéias, agora parto rumo a novas conquistas, desta vez pra ganhar bem...
Amigos, continuo torcendo por vocês, que cada pauta seja cumprida, cada prêmio venha merecidamente e que todos ganhem cada vez melhor, vocês merecem...

City, continue fazendo tudo para vivermos bem, quem sabe agora eu possa realmente viver bem e tenha a oportunidade de escolher o melhor preço. Sempre.
CEFET agora, depois, quem poderá dizer?

segunda-feira, outubro 09, 2006

Idéias em uma nova casa

Eu, Luiz Alberto Rodrigues Gonçalves, nascido há praticamente 29 anos atrás (e ainda não tem nada nesse mundo que eu saiba demais), publicitário formado pela UFMT, pós-graduado em Gestão de Negócios, Estratégia e Marketing pela UFMS / IEL, começo hoje, 9 de outubro de 2006, uma nova e quiçá brilhante fase em minha vida.

Casa D' Idéias, é meu novo lar profissional, o nome já diz e apenas reitero, é um local onde as idéias precisam florir como pétalas douradas de pensamentos criativos. Redigir e agir, é a missão do redator. Casa, é uma palavra que procuro muito ultimamente...

Nesses dias todos de mudanças em minha vida, de eternas revoluções que demoram a acontecer, fico imaginando que pequenas decisões do dia a dia interferem no curso de nossas vidas.

Decidi espalhar pelas principais agências meu currículo, mas desta vez não apenas as 4 extensas páginas de meu passado profissional e seus 10 anos de vida. Coloquei em prática a antiga idéia do portfolio em CD, apesar do pouco material que possuo consegui um belo atrativo para meu marketing pessoal.

Agradeço a todos meus chefes e colegas das antigas empresas por onde andei, aprendi muito com todos, em meus erros e acertos.

Let´s go joy the writing ride!

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Ode à Alegria

Neste dia totalmente estressante, com dúvidas profissionais pairando sobre a minha cabeça, eu precisava urgentemente ouvir a Ode à Alegria (Sinfonia nº 9), de Ludwig van Beethoven.

Como neste micro que trabalho o som mais próximo que tenho é o do speaker do gabinete, tenho que tomar uma providência, ligar meu I-Posso ouvir minha rádio neural. E cá estou psico-cantarolando Ode à Alegria (Sinfonia nº 9), de Ludwig van Beethoven. Essa é a música das músicas, a deusa das sinfonias.

De um proseta anônimo (proseta é quem faz prosa, já que poeta faz poesia e não é a minha traçar linhas quebradas em versos. E anômino, bem, quem sabe que esse baú existe?)

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Manuscritos Encontrados em uma Pasta

Tenho o costume de escrever em pedaços de papel que encontro na hora em que estou inspirado - e isso acontece nos momentos mais singulares - e rabisco em guaradanapo, em blocos de garçons, minhas impressões sobre determinada situação. Depois guardo na pasta de trabalho sem destinação certa, uma hora ou outra vou reencontrar essa anotação e dar-lhe algum fim útil ou não, tanto posso transcrevê-la aqui nesse baú, quanto servir de material de reciclagem, a definição de útil aí talvez seja para a segunda opção.

Hoje encontrei uma anotação dessas tais, seu destino está sendo avaliado, pode ser que esse post tenha ou não uma continuação. Boa sorte, empresas de reciclagem.

domingo, dezembro 18, 2005

Brasília, Far Away, So Close...

Cá estou em Brasília, nossa célebre capital federal, prestando o concurso da Petrobrás.

Brasília é uma cidade anômala ao meu ver, de população heterogênea e locais tão pertos e e ao mesmo tempo tão longe, pois se você avista o Palácio do Planalto do hotel onde está pode até pensar, dá pra ir a pé. Tente e gaste a sola de seus sapatos e estimule os calos em seus pés.

A saudade aperta mais aqui do que em outros locais que estive, acho que é por causa dessa imensidão do horizonte da cidade, você enxerga tão distante que sua mente automaticamente entra em estado de reflexão sobre as coisas terrenas. E mesmo não estando tão longe assim de Cuiabá, não me sinto tão perto como me senti em Florianópolis. Entendeu? Talvez nem eu...

O concurso foi o mais fácil que fiz ultimamente, mas fácil pra mim pode ser facílimo para outrem. A sensação de me deslocar por conta própria, explorando novas fronteiras pessoais, é bastante agradável. Hoje, dia 18 de dezembro de 2005, após 23 anos entrei novamente num metrô, outrora havia estado num "trem" desse lá no tempo em que Dondon jogava no Andaraí e do Bob lá do pina de Copacabana, ou seja, 1982, Rio de Janeiro, Cinelândia. Ufa, ainda lembro...

Falando em coisas estranhas e foras dos padrões, a lan onde estou nesse momento, no Shopping Pátio Brasil, tem a CPU mais anormal que já vi, ou não vi, afinal não existe realmente uma CPU, todas as placas mães estão pregadas num enorme painel de metal na parede, uma ao lado da outra, num total de 9, com direito a neon por cima, assim vejo que esta máquina que uso tem uma placa de memória RAM apenas, creio que de 512 Megas.

"Nossa senhora do Cerrado, protetora dos pedestres, que atravessam o eixão, às 6 horas da tarde, fazei com que eu chegue são e salvo na casa da Noele."

São exatamente 6 da tarde, vou atravessar o Eixo Monumental Sul em direção à Rodoferroviária, para chegar são e salvo em Cuiabá.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

A Guia de meu caminho

"Mire sua fé em Nossa Senhora e terás a resposta."

Assim poderia definir o que senti neste dia 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição. Reparei algo no parabrisa traseiro do carro que dirigia para o teste do Detran, um adesivo de Nossa Senhora, posicionado bem ao meio.

Em um ato de fé me apeguei com todas as forças e pensamentos NELA, mirei minha energia espiritual e ela me levou para o caminho certo, superei-me na habilidade, conseguindo realizar todas as manobras com perfeição, tendo sua imagem como guia.

Amém.

"Nossa Senhora me dê a mão, cuida do meu coração
Da minha vida, do meu destino
Nossa Senhora me dê a mão, cuida do meu coração
Da minha vida, do meu destino, do meu caminho
Cuida de mim"

quinta-feira, dezembro 08, 2005

A Carteira é tua!

RESULTADO EXAME QUATRO RODAS
Descrição do Exame:Quatro Rodas
Local:DETRAN-SEDE
Data:08/12/2005
Hora:15:10
Código de seqüênciaA
Resultado:APTO

Passa a carteira!

Estou a alguns momentos de fazer outra prova de direção no Detran, minha ansiedade é total quando se trata de testar minhas habilidades, esse tipo de sensação é de gastura, uma acidez toma conta de meu estômago e não vejo a hora de estar dentro do carro e seja o que Deus quiser e minha tranqüilidade ordenar.
Let´s join the joyride!

quinta-feira, novembro 24, 2005

Memória


Drummond é mais gabaritado que qualquer um para falar em saudades...

E quantas saudades...







Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
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quarta-feira, novembro 23, 2005

Reunião da família Gonçalves

É um prazer reunir a família num local tão importante pra todos nós, a casa de minha saudosa avó. Nesse dia de lembranças homenageamos nosso pai, que mudou-se para Florianópolis, onde inicia nova etapa de sua vida, uma aposentadoria dedicada aos estudos, em busca de seus sonhos de doutorado e crescimento pessoal.
Em sua homenagem escrevi este texto abaixo, que li durante a reunião familiar, no dia 10 de setembro de 2005.




Homenagem a você meu pai, José Pedro Rodrigues Gonçalves
Escolhas


O que eu tenho nesse momento para lhes dizer, neste local tão cheio de lembranças para todos nós, é algo que nos remete ao nosso passado, pode fazer com que o presente seja repensado e nos lembra da única e melhor ferramenta para buscar um melhor futuro: a escolha.

Pegue uma colher e escolha por onde começar ao se deparar com uma bela taça de sorvete. Você é quem escolhe que sabores vão preencher sua taça, você pode decidir por uma bola de creme ou de chocolate, por exemplo. Esta pode ser uma decisão tradicional, mas a tradição é um valor que toda família preserva, devemos dar nosso apoio e lhe oferecer o mais cremoso chantilly.

Você pode procurar sabores mais exóticos, diferentes, fora da norma e escolher um sorvete de limão, mais difícil de se encontrar por aí, mas não inatingível. Pode ser que no início você sinta o aroma forte e o sabor um tanto quanto azedo, pode até pensar em desistir da escolha, mas você segue em frente, colherada a colherada, esperando receber uma calda de caramelo pra adocicar um pouco seu caminho. Alguém desavisado pode derramar uma calda de papaia sem ao menos perguntar se você gosta ou se é alérgico. Isso acontece muito, se foi por bem ou por mal, não importa muito, na vida todos estamos na prestes a cometer atos que juramos que são benéficos, mas o sabor que para um é agradável pode ser nauseante para outro.

Qual a diferença entre a primeira e a segunda pessoa? Seus gostos são diferentes, suas metas são opostas, um segue uma estrada reta, sem desvios ou buracos, enquanto o outro sofre para achar seu rumo, olha diversas vezes no mapa antes de seguir em frente, confiante ou não de sua escolha ele arrisca tudo. Essas diferenças, entretanto, não impedem que no inverno essas duas pessoas saboreiem juntas uma caneca de capuccino quente com chantilly.

Fiz essa pequena metáfora para falar de você, José Pedro Rodrigues Gonçalves, a quem tenho todo o orgulho e honra de chamar de pai! Amo você!

Fiz para você também, Mônica Cristina Paredes Gonçalves, minha irmã, em suas veias correm tanto amor que sei que às vezes extrapola e outras vezes nem existem palavras para demonstrar esse sentimento, saiba que este irmão te ama desesperadamente também!

Fiz para você, José Pedro Rodrigues Gonçalves Filho, meu irmão, um grande homem em que me espelho, o ombro amigo para qualquer situação. Sinto seu amor silencioso em seus olhos, nos puxões de orelha a cada aniversário e na família linda que criou para si, com a Franci e minha linda sobrinha Maria Fernanda. Amo vocês!

Fiz para você, meu amor, Silvia Oliveira Zamar, minha Sil! A mulher que há 4 anos acompanha meu amadurecimento e que é minha companheira, daqui até a eternidade, a mulher que escolhi para montar uma família. Eu te amo!
Fiz para você, minha tia Eliane, a rainha das borboletas, elo mais forte desta família, obrigado por ter nos reunido durante todos esses anos, levando nosso amor ao coração de nossa avó Maria. Hoje quero te dar um beijo de feliz aniversário!

Fiz também, desde o início, pensando, chorando de saudades, sentindo sua presença o tempo todo, em todo lugar que estou, minha mãe, Anair Paredes Gonçalves. O quanto te amo e o quanto você é amada por todos nós nem ouso mensurar. Afinal, todo amor é imensurável.

Pai, há tempos que sua vida teve sua rota alterada, desde então assistimos sua luta por justiça, em nome do amor e da grande parte de seu ser que lhe foi sorrateiramente arrancado. Pai, sabemos que sua dor não tem forma, tamanho, diagnóstico e nem cura, mas temos lhe dado a melhor terapia que há, nosso amor! Podemos triplicar a dose, pois você merece todo amor que temos. Vamos aumentar a produção do laboratório que fabrica esse remédio em cápsulas de abraços extraforte, colheradas de xarope de afeto e carinho que fazem um bem à garganta, que pode então gritar bem forte: eu te amo, nós te amamos, no presente e no futuro mais que perfeito!

Nesses anos muito agitados e complicados que temos vivido, eu te conheci melhor. Quero te conhecer muito mais, se você permitir. De 5 anos para cá descobri novas faces de meu pai, o herói da ética, a fonte inesgotável de poesia, o professor poeta, e médico também.

Descobri a Fortaleza que você é a cada artigo de jornal, em sua busca pela justiça, pela vida. Sabemos a falta que Thiago lhe faz, da alegria que lhe foi roubada, mas a cada dia você acorda, toma para si essa alegria e segue em frente, levando conhecimento aos alunos que anseiam por cada minuto de sua sabedoria, levando cuidado a quem achava que precisava de cura, levando sua luta pela Natureza afora, levando sua presença e amor a nós, seus filhos e neta que aqui moram, levando seu amor e presença a sua mulher e nosso irmão Ancalagon, vulgo Eduardo, na paradisíaca Florianópolis.

Descobri, pai, em suas histórias saudosas, um irmão com quem pouco convivi, por causa dessas contingências da vida que por ora nos afasta e depois nos aproxima. Li e ouvi sobre esse irmão moleque, lépido, que corria de um lado para o outro da loja. Lembro também de um dia especial, quando abri espaço para que ele furasse a fila do cinema e assistisse ao meu lado ao filme Gladiador.

Descobri também, pai, um irmão arredio, um pouco taciturno, mas incrivelmente parecido comigo (tanto que preciso escrever algo para poder expressar o que não consigo verbalizar). Conheci meu irmão, Eduardo e suas preferências alimentares, seus gostos musicais, seus hábitos de leitura, seus costumes de ave noturna, todos parecidos com os meus.

Descobri todas essas coisas porque escolhi ser um descobridor. Escolhi ainda tentar ser melhor a cada dia, melhor filho, melhor sobrinho, melhor irmão, melhor tio, melhor namorado. Escolhi relevar qualquer discórdia, mágoa ou rancor, pois assim é que se ama de verdade, abraçando bem forte a todos.
Escolhi amar mais a todos vocês e propor um pacto de amor, com um comprometimento de cada um aqui presente em amar mais, acima de todos os problemas e conflitos. Devemos plantar essa semente, depois devemos regar sempre que houver uma oportunidade de estarmos juntos, para só colhermos frutos saudáveis. E que possamos levar essa corrente do bem, essa aliança, para os que não estão aqui presentes, mas que são peças fundamentais em cada uma de nossas escolhas.

É, meu pai, estamos aqui reunidos em sua homenagem, mas com um nó na garganta. Você é uma Fortaleza de fé e esperança, mas mesmo uma Fortaleza precisa de seu Porto Seguro, nem que, ao contrário do que pareça, esse lugar seja mais ao sul do mapa.

Lá, em seu Porto Seguro, você vai viver uma nova etapa de sua vida, é sua taça de sorvete esperando novos sabores, vá lá, de colher de mão. Aposentadoria? Que nada! Mesmo num lugar onde as paisagens já são um descanso, você não vai cessar sua busca. Sua busca por um descanso espiritual, mental e sentimental. Vai, meu pai, buscar mais conhecimento, mestrado, doutorado, PHD, para nós você é Pós PHD na arte do viver. Mas só vá se prometer uma coisa: volte sempre, se puder todo mês, para acompanhar de perto o que não pode ser feito pela Internet. Sua filha arquitetando seu projeto de vida, seu filho advogando e criando sua neta e seu filho aqui propagando idéias e emoções, quem sabe lecionando e também aumentando essa família. É meu sonho trazer essa moça aqui de vez para nosso convívio.

Se você não puder vir, eu acho que não será nenhum sacrifício te visitar, afinal, só existem quarenta e tantas praias para conhecermos. Imagine a cena, todos nós bebendo um café, no Café do Poeta, onde esse poeta tem pendurada uma de suas poesias, em plena Lagoa da Conceição. Podemos marcar a passagem?

Enfim, vamos deixar você ir, mas não hoje, pois hoje vamos celebrar nossa família aqui presente, o nosso presente!


Luiz Alberto Rodrigues Gonçalves
07/09/2005 Posted by Picasa

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Sobre anos e meses que passam a cada dia...

Nossas vidas não são mais as mesmas de 5 anos atrás, parece que aquele ano 2000 foi o último ano do resto de nossas vidas. A partir de então cada ano trouxe a tiracolo uma reviravolta.
Hoje percebo que todos, de certa forma, iniciamos uma nova vida a partir do final de 2001. A minha é boa, sinto uma paz em meu peito quando penso nas escolhas que fiz. Queria que todos se sentissem assim, mas há muito ainda a ser feito.
No fundo no fundo todos acertamos, pois cada escolha que é feita não deixa outra alternativa.

terça-feira, dezembro 14, 2004

15 de Dezembro de 2004 - um dia para a Justiça ser feita...

Pai, sua luta eu acompanho já há 4 anos e meio, a cada dia vejo em seu rosto os sinais dessa batalha pela vida, pela paz. Sei, meu pai, que nada trará Thiago de volta ao nosso convívio, eu sei o quanto dói não ter vivido muito de sua alegria, de seu sorriso, de suas traquinagens infantis.
Sei quanto te dói a falta que ele faz, não existem palavras para que eu possa te confortar, posso apenas estender meus braços em torno de ti e te apertar com a força de quem ama demais e não sabe expressar com palavras, apenas com atos.
Hoje ainda é 14, dia do aniversário de Mônica e Mamãe, parece que as coisas são arranjadas por uma força, uma destinação, para eclodirem ao mesmo tempo, misturando sentimentos tão fortes como a saudade de quem já foi e hoje faria mais um ano de vida, a ansiedade pela Justiça (dos homens) e o aniversário de alguém que muito amamos.
Tenha muita fé e calma nesse dia 15, conte com nosso amor e não se deixe abalar. Te amo muito.

Matéria do Diário de Cuiabá

Notícias de um Julgamento

quinta-feira, outubro 07, 2004

MFCPG

Em meus quase 27 anos nunca havia sentido tal emoção. Ainda não concebi direito a idéia de ser tio.

Mas Maria Fernanda foi maravilhosamente concebida, que a saúde e amor lhe sejam eternas companheiras, no que depender de nós aí está uma vencedora nesta vida.

Mãe, esta mensagem é toda para você...



Onde há rumo?

Cheguei ontem de uma jornada mal sucedida, a 1200 km de distância descobri que meu lugar é aqui. Cuiabá. Mal sucedida porque apesar de amar minha cidade não consigo crescer profissionalmente. Mas bem sucedida nas lembranças de outros tempos que compartilhei com um grande amigo. Valeu pelas ótimas conversas!

A quantas andará a Ambev/Holos?


Quisera eu achar tal rumo, procuro há tempos. Tenho meus planos. Dependo de resultados. Mas onde devo procurar ainda?

quinta-feira, setembro 23, 2004

Empregando e cantando

Mais uma vez sou chamado para uma seleção da Holos Consultoria. É a terceira da Ambev em quatro anos. No total já foram 6: Ambev (3), Vivo, Sky e Cartões de Crédito (Visa ou Mastercard, não sei porque não compareci por não ter carro próprio).
Nessas 6 vezes a mais próxima de sucesso foi a da Sky, cheguei a ficar entre os 2 escolhidos de um grupo de 20. Não deu.
Qual será o resultado desta vez?



quinta-feira, setembro 09, 2004

1º post, 1ª lembrança

Minha primeira lembrança é de uma noite, no corredor de minha casa na avenida Ipiranga, acordado, com medo de alguma assombração que só atormenta quem está na infância. Lá pelos meus 3 ou 4 anos de idade.


Quero deixar claro que não pretendo me esforçar muito para atualizar este blog, afinal eu posso até lembrar de algo interessante, mas se eu não quiser postar, ou não tiver tempo pra isso, este blog será um baú vazio. Mas pretendo jogar quinquilharias aqui, bem lentamente.

Ao mesmo tempo pretendo avisar que sou uma pessoa fechada com minhas lembranças, é difícil eu contar algo que eu sinta ou pense a respeito de um fato do passado, ou algo recente. Quem sabe aqui eu consiga me expressar melhor, não quero que vocês me compreendam, quero apenas desabafar.

No response...

Você não se surpreende com a quantidade de mensagens não são entregues hoje em dia, é muita gente não se vendo, encontros desperdiçados por causa de uma conexão ruim. Cartas mesmo ninguém mais ousa escrever à mão, mas o extravio continua surpreendente. Isso me lembra um conto do Rubem Braga, do qual não recordo o nome, mas irei descobrir e acrescentar neste post.

Já pensou em quanta gente já teve sua luz cortada porque o cachorro comeu o boleto? Agora imagina se for uma carta de alguém que há muito está distante? Vai continuar distante e com uma raiva intensa no coração por não ter tido sua correspondência respondida.